História



-- Prólogo --

3000 anos atrás: A origem dos Discípulos do Rei Amarelo

Arendel Mishäri, um dos grandes magos élficos da segunda era e grande estudioso de demônios estava apavorado com a invasão de Esdra pela entidade demoníaca extra-planar chamada Maltezumo. Para evitar ter o mesmo destino dos demais grandes magos, ele utilizou uma estratégia ousada: Invocou um arqui-diabo das profundezas chamado Hastur para fazer um acordo e escapar da fúria de Maltezumo. Para fazer a invocação, ele criou um talismã profano, assassinando sua própria mulher e seus filhos.

Apesar de ter conseguido escapar de Maltezumo, Arendel passou a perder sua sanidade devido à influência do demônio. Hastur levou o mago a escrever um poderoso livro, onde grande parte de sua malevolência e insanidade foi transcrita em palavras. Este livro passou a ser chamado de Draconomicon. Arendel ficou totalmente insano após escrever o livro e acabou se transformando em um avatar do demônio.

Eleldar, o sábio e supremo rei dos elfos, descobriu sobre Arendel e, temendo seu poder, pediu para o mais poderoso anjo Solar de Monte Celestia que o destruísse pelo bem de Esdra. Tadriel enfrentou o demônio mas não conseguiu destruí-lo. Em um combate desesperado em Monte Celéstia, ele usou sua essência divina para trancar a criatura nos planos inferiores, usando o amuleto mágico de Arendel como selo. 

Eleldar se encarregou de esconder o amuleto em um templo secreto em Lorefin, para que nunca pudesse cair em mãos erradas. O Draconomicom ficou sob responsabilidade do próprio Tadriel, em Monte Celestia.

Contudo, sem sua essência divina, Tadriel teve sua lealdade à Monte Celéstia abalada e acabou sendo corrompido pelo contato com o Draconomicom. Por isso, o solar foi expulso da terra dos Anjos e levou o livro consigo.

Por muitos anos, o anjo caído vagou por Esdra, remoendo sentimentos negativos nunca antes experimentados por ele e descrevendo seu tormento no Draconomicom. Em seu momento de maior desespero, durante um lampejo de sanidade, o anjo jogou fora o amaldiçoado livro, símbolo de sua queda.

Longe do artefato, Tadriel se recuperou e veio a conhecer e se apaixonar por uma druida humana. O anjo preferiu viver com sua amada ao invés de retornar para Monte Celéstia, entretanto, seus poderes não foram suficientes para protegê-los quando, muitos anos depois, um Anathema chamado Szass invadiu sua morada e assassinou o antigo anjo e sua amada.

O Draconomicom foi encontrado por um grupo de Yuan-tis que, percebendo o poder da entidade descrita ali, iniciou um culto para adorar Hastur. O culto chamou-se de “Os discípulos do Rei Amarelo”.

Os discípulos do Rei Amarelo continuaram angariando seguidores e o culto se popularizou muito entre os Yuan-ti. As lendas sobre sua origem foram modificadas através das eras e as criaturas ofídicas passaram a buscar o amuleto perdido descrito por Tadriel que poderia libertar Hastur e conceder aos Yuan-ti poder suficiente para recuperar sua glória de eras passadas.






30 anos atrás: O despertar de Hastur

A lenda original sobre o local de repouso do perigoso amuleto manteve sua integridade com o passar dos anos. Trinta anos atrás, um Yuan-ti chamado Szass, então membro da seita secreta, conseguiu ludibriar um mercenário chamado Arduin e uma elfa da casa Mishäri chamada Samira para conseguir entrar no reino élfico e recuperar o amuleto. 

A elfa Samira foi expulsa do Reino dos Elfos por sua atitude de guiar dois estrangeiros pelo solo sagrado e por ter invadido o templo proibido que continha o amuleto do Rei Amarelo. Tanto Samira quanto Arduin foram enganados por Szass, mas a elfa ficou profundamente magoada com o banimento do Rei e decidiu utilizar todos os artifícios sob seu alcance para conseguir uma anistia de seus crimes e recuperar sua reputação.

Samira se mudou para Dragórios para ter acesso à famosa Biblioteca Imperial Estelariana e ao conhecimento de inúmeros arquimagos humanos. Usando seu talento natural de furtividade, a elfa invadia o local à noite para acessar os mais secretos livros sobre demônios e tentar descobrir mais sobre aquele amuleto maldito que a havia condenado. Em uma de suas invasões, ela descobriu sobre a Flor de Arisha verdadeira e seu poder absoluto de morte. Arduin também decidiu voltar para Dragórios e dedicar sua vida aos Deuses. Portanto, os dois passaram a conviver e se encontrar esporadicamente.

Em paralelo, Szass fugiu para Uzamar e usou o amuleto para se comunicar com Hastur e despertar o demônio novamente.

Hastur, agora cultuado por milhares de criaturas, obteve poderes divinos. A entidade diabólica percebeu que havia se tornado um Deus Menor, mesmo estando preso nos planos inferiores. Após milhares de anos, o arqui-diabo estava sedento por novas almas e ávido para se tornar um dos Deuses Maiores de Esdra. Ele decidiu se auto-proclamar o novo Deus da Morte.

Sephirus, o misterioso e verdadeiro Deus da Morte não costumava se envolver muito com o restante do Panteão ou com os mortais, mas o fato de milhares de Yuan-ti e outras criaturas passarem a venerar outra entidade como Deus da Morte não lhe passou despercebido. Para evitar que o culto crescesse demais e fortalecesse Hastur, o Deus sem rosto abençoou algumas almas para combaterem aquela profanação. As bênçãos foram distribuídas através de máscaras mágicas e uma delas, anos mais tarde, foi parar nas mãos do jovem Everdur, um discípulo de Arduin.

Szass obteve o comando da seita secreta. Através do amuleto, ele agora podia receber os poderes e a essência de Hastur. Szass começou sua transformação para se tornar um avatar do demônio e sua primeira atitude com os novos poderes foi encontrar e matar o anjo Tadriel.

Depois, Szass corrompeu o Império de Uzamar e passou a planejar a conquista de Algárdia. Adotando uma estratégia ardilosa, enviou dezenas de espiões para o reino humano. Um destes espiões era Agatha, uma ex-escrava uzamariana que se esforçava para se tornar uma grã-sacerdotisa da seita secreta. Agatha foi aceita na Academia Arcana devido à seus talentos naturais com magia e passou a frequentar a Biblioteca Imperial secretamente para tentar descobrir segredos ocultos que pudessem ser úteis aos Yuan-ti.



26 anos atrás: A traição de Agatha

Uma noite, Agatha e Samira se cruzaram nos corredores da biblioteca. Samira carregava um livro em seus braços e Agatha tentou detê-la, mas sem êxito. A elfa conseguiu fugir mas deixou o livro com suas anotações sobre o Arquidiabo Hastur e seu plano de usar a Flor de Arisha para destruir a entidade. Agatha então teve acesso à pesquisa da elfa e ficou inicialmente cética, mas eventualmente acabou associando as práticas descritas naqueles manuscritos com a seita secreta a qual ela própria pertencia.

A autora do livro era uma elfa chamada Morrigan Carcosa, a mais talentosa discípula de Arendel Mishari.

Com sua crença sobre os Discípulos do Rei Amarelo profundamente abalada, Agatha voltou em segredo para Uzamar e conseguiu acesso não autorizado ao livro Draconomicon. Então, ela confirmou as suspeitas levantadas pelos estudos de Samira e descobriu os verdadeiros segredos da seita, inclusive sobre Hastur.

Ao perceber que o Rei Amarelo era, na verdade, um demônio extra-planar com uma ganância divina, Agatha tomou uma atitude ousada e roubou o livro e o amuleto de Szass. Após falhar em destruir os artefatos, ela decidiu entregar o Draconomicom aos cuidados dos anōes e viver no isolamento. Então fugiu para o interior do reino de Algárdia, onde acabou conhecendo a família Arliden e se apaixonando. 

Agatha cedeu aos seus sentimentos e se estabeleceu na região. Ela adotou o nome da autora do livro sobre demônios que lhe havia aberto os olhos para a verdadeira natureza do Rei Amarelo: Morrigan Carcosa.



25 anos atrás: A Fraqueza de Willheim

Agatha entregou o Necronomicon para um anão chamado Erador, um alto sacerdote de Sephirus especializado em demônios, e contou toda a história do artefato. O alto sacerdote, percebendo a grande ameaça do livro, tentou destruí-lo, mas também não teve sucesso. Então, levou-o até Fortinária e explicou o problema para o Dunkar Kaires. O Dunkar proibiu a leitura do livro por qualquer anão e ordenou a construção de um cofre impossível de ser aberto, de forma a isolar para sempre o poderoso artefato e mantê-lo seguro em Fortinária. Kaires fazia questão de ter sucesso onde os elfos haviam falhado.

Willheim Martelo Forte, o mais habilidoso e genial ferreiro de Eroth foi designado para a missão de construir o cofre. Entretanto, sua mente afiada e curiosa não conseguiu resistir à tentação de ler algumas páginas do Draconomicon, mesmo contra as ordens expressas do Dunkar. O poder das palavras aguçava ainda mais a curiosidade de Willheim e o enlouquecia aos poucos. Para não perder acesso ao livro, o ferreiro construiu uma chave secreta no cofre e, por quase dez anos, conseguiu manter suas visitas ao livro em completo segredo. Willheim é tio do Dunkar.



21 anos atrás: O destino de Agatha

Após alguns anos, Morrigan descobriu que os discípulos estavam a poucos dias de descobrirem seu paradeiro, portanto partiu imediatamente para despistá-los  com um simulacro do amuleto de Arendel, mas deixou o verdadeiro nas mãos de seu filho recém-nascido Azalin, na esperança de que ele, um dia, descobrisse um jeito de destruir o artefato. Entretanto, a carta escrita por ela explicando a situação acabou nunca sendo enviada e Azalin nunca soube qual era a motivação da fuga de sua mãe, nem sua verdadeira missão.

Morrigan se mudou para uma cidade chamada Trabia, onde haviam rumores que uma flor de Arisha havia surgido. Ela abriu uma taberna e passou a chamar atenção para si com a esperança de conseguir utilizar a flor de Arisha para matar Szass ou, talvez, destruir o amuleto. Ela encontrou a Flor de Arisha e conseguiu conter seu poder em um selo mágico usando seu grande conhecimento arcano e a ajuda de um talentoso mago da cidade chamado Abenthy.

Entretanto, Szass encontrou Morrigan antes que ela tivesse a chance de dominar o poder da flor. Então ela escreveu uma carta para Azalin sobre o perigoso amuleto que ele havia herdado e usou sua própria energia vital para esconder o artefato. Essa carta ficou escondida na Taverna Arliden, em Trabia, junto com a Flor de Arisha escondida e selada magicamente por uma poderosa magia conjurada por Morrigan. Magia essa que apenas Azalin poderia desfazer.

Antes de dar sua vida para proteger a flor, Morrigan contou sua história para Abenthy e implorou para que o Mago ensinasse as artes arcanas para seu filho recém nascido. Abenthy aceitou a missão e levou o jovem Azalin para a Academia Arcana dez anos depois, exilando-se pouco tempo depois para se proteger dos Yuan-ti.



20 anos atrás: O plano de Samira

Após falhar em encontrar o amuleto roubado, Samira planejou encontrar uma flor de Arisha para matar Szass e, assim, ganhar novamente o respeito dos elfos de Lorefin. Com esse objetivo, ela passou a se aproximar mais de Arduin, na esperança de que o clérigo pudesse ser útil ao seu propósito devido à sua crescente influência entre os clérigos de Úkion de todo o Reino. Clérigos esses que eram conhecidos por seu ódio contra Arisha, portanto, qualquer menção sobre uma Flor de Arisha certamente acabaria chegando aos ouvidos de Arduin.

Quando surgiram rumores sobre uma flor de Arisha nos arredores de Trabia, Samira tentou ir buscar a flor sozinha, mas não teve êxito. Apesar de seu desdém com os humanos, ela via em Arduin alguém que podia confiar, então gastou muitos anos convencendo o sacerdote que a Flor era um artefato que poderia ser utilizado em rituais de cura muito poderosos, mas extremamente complexos e avançados. Samira passou cerca de vinte anos subornando bardos, aldeões, estudiosos e sacerdotes corruptos para plantar suas pistas falsas e convencer Arduin dos secretos poderes extraordinários de cura da perigosa Flor de Arisha. Ela agora apenas precisava de um motivo para o clérigo partir em busca da flor. 



10 anos atrás: O mistério das galerias pluviais de Dragórios

Havia uma criatura nas Cordilheiras Eternas que não gostou nem um pouco de saber da existência do Draconomicon: Um Cérebro Ancião chamado Yog-Sothoth.

Yog-Sothoth é originário de Far Realm, o mesmo plano natal de Hastur.  Assim que descobriu sobre a custódia do livro pelos anões, soube imediatamente do perigo de manter um artefato daqueles próximo aos seus domínios. Ele enviou um grupo de lacaios com instruções para destruí-lo. O grupo era comandado por Ulthar, um Ulitharid sedento por poder e com o desejo de estabelecer sua própria colônia. 

Ulthar e alguns lacaios usaram seus poderes psíquicos para manipular Willheim e ter acesso ao Draconomicon. Eles fugiram com o artefato para o sul mas, neste momento, o poder do Necronomicon novamente mostrou sua força.

Ulthar ficou curioso sobre o livro e desfez a ligação psíquica com Yog-Sothoth. Ele se estabeleceu nas galerias pluviais de Dragórios e, com o passar dos anos, o ulitharid e seus lacaios perderam sua sanidade e se tornaram criaturas bestiais e agressivas devido ao contato com o livro amaldiçoado. Eles dominaram os níveis inferiores das galerias pluviais, que foram fechadas pelo Rei devido aos ataques provocados pelas criaturas.

Por muitos anos, as criaturas se limitaram a apenas proteger seus domínios, pois estavam focados em adquirir mais conhecimento e insanidade do livro profano.



3 anos atrás: A revelação de Willheim

Em uma reunião com o Dunkar, o insano Willheim revelou um bizarro plano para recuperar o Draconomicon e levá-lo de volta ao cofre. O plano envolvia usar monstros da ferrugem para engolir o artefato e uma carruagem blindada de Mithril para transportar as criaturas. O Dunkar então descobriu que o artefato não estava mais em posse dos anões e se enfureceu. Mas foi complacente com seu excêntrico tio e ordenou uma missão de busca.

Os aventureiros anões vasculharam todo o continente de Eroth atrás de pistas sobre o artefato roubado. O grupo levou três anos e precisou da ajuda de Arken Lourevique, o Marquês do Oeste de Algárdia, para completar sua missão e finalmente encontrar pistas sobre o paradeiro do perigoso Draconomicon. Entretanto, os anões escondem do Marquês a verdadeira natureza do artefato.



6 meses atrás: A missão de resgate dos anões

Os anões, liderados por Willheim, recebem a ajuda de um tabaxi chamado Muuaji, um agente especial do Marquês do Oeste. Muuaji encontra as pistas deixadas pelos ladrões e descobre seu esconderijo nas galerias pluviais. O grupo então invade o local e enfrenta as criaturas. Eles conseguem recuperar o livro profano, mas apenas Willheim e Muuaji conseguem sobreviver à missão mortal, entretanto Willheim sofre graves danos mentais após combater os devoradores de mentes no subterrâneo.

Com o grupo de anões totalmente aniquilado e com receio de manter um artefato misterioso como aquele no reino dos humanos, o Rei de Algárdia ordena que o livro seja levado de volta para o Reino dos Anões. Alguns meses depois, Arken Lourevique contrata Erberek, um famoso comerciante anão, para levar Willheim e o Draconomicon em segredo até Kadres. Erberek aceita a missão imediatamente ao reconhecer Willheim, o insano tio do Dunkar, mesmo sem saber nada sobre o artefato amaldiçoado.

Infelizmente, o plano não sai conforme o planejado e a caravana de Erberek é atacada no Vale dos Ventos. A carruagem blindada acaba caindo nas mãos de um chefe de guerra dos orcs chamado Gorki.



3 meses atrás: O Ataque à Algárdia

Após estabelecer sua rede de espiões em Algárdia, os Yuan-ti se aliaram à Arthur Ferropunho, o Duque de Ankar, prometendo-lhe o trono do reino se ele aceitasse fazer uma aliança para entrar em guerra contra o Reino élfico de Lorefin. 

Szass planeja invadir e destruir o reino de Lorefin, pois acredita que Eleldar recuperou o amuleto de Arendel, que é necessário para que Hastur continue transferindo seu poder e sua essência para seu avatar.

Depois de alguns meses de negociação, o Duque finalmente aceita a barganha e começa a ajudar a líder dos Yuan-ti na cidade: Sarizi.



-- A Campanha --

O plano de Sarizi

Inicialmente, Sarizi ordena que Snara destrua as lideranças do reino, com o objetivo de desestabiliza-lo e permitir a colocação de líderes corrompidos nos pontos chaves de poder, inclusive colocando a coroa na cabeça de Arthur Ferropunho.

Snara então cava vários túneis secretos e os enche com explosivos. Seus alvos são os grandes templos, a Academia Arcana e os grandes palácios dos nobres.

Entretanto, suas atividades chamam a atenção de Arduin, que agora havia se tornado um sacerdote de Úkion e vivia na Vila dos Ratos. Após ser derrotado por Sarizi em um combate, Everdur, seu mais talentoso discípulo, consegue a ajuda de Samira para resgatar seu Mestre.

Samira e Everdur contam também com a ajuda de Azalin, que se tornou um mago graduado da academia arcana e recebeu ordens para investigar mais sobre os ataques dos Yuan-ti contra a cidade.

Aeron, filho de Tadriel, também se une ao grupo após ter conhecido Arduin por coincidência e reconhecido o valor do sacerdote por sua bondade e fé inabalável nos Deuses.

Finalmente, Rosatel, um habilidoso guerreiro halfling, completa o grupo à mando de Tilandir, o ardiloso ex-líder da guilda de ladrões que desejava obter seu posto de volta.

O grupo consegue resgatar Arduin e descobre mais informações sobre os planos dos Yuan-ti. Eles matam Snara, evitam a explosão de um templo de Serena e, assim, salvam a vida do príncipe Eneriel, frustrando o plano de Sarizi de colocar a coroa nas mãos do Duque Ferropunho.



O plano de Nessali

Com o fracasso do plano de Sarizi, a poderosa necromante chamada Nessali começa a trabalhar em uma praga mágica que permitiria a Hastur corromper as almas dos "impuros" aos milhares. Sarizi, apesar de contrariada, teme falhar em sua missão de conquista e ser punida por Szass, portanto concorda com o plano. 

Com a praga mágica se espalhando por Dragórios, Samira finalmente convence Arduin a buscar a flor de Arisha na cidade de Trabia. Entretanto, o sacerdote decide ficar na cidade para tratar dos doentes e envia Everdur em seu lugar. Azalin, Rosatel e Aeron decidem ajudar e eles partem em uma perigosa viagem até Trabia.

O caos gerado pela praga causa uma falta de cavalos e o grupo precisa de uma caravana para deixar a cidade. Eles negociam uma carona até Trabia com Erberek, um comerciante anão contratado por Lorde Arken para levar Willheim e o Draconomicon até o reino dos anões. Eles acompanham a caravana sem saber do poderoso artefato contido na carruagem blindada de Mithral.

Um mercenário draconato Uzamariano chamado Sadur se une à caravana e acaba fazendo amizade com Rosatel.

O Vale dos Ventos

Durante a viagem, Willheim conversa com Azalin e o jovem mago consegue ter um vislumbre da imensa genialidade ofuscada pela loucura do anão. Mas a caravana é atacada e Willheim foge pelo Vale dos Ventos com sua carruagem blindada durante a luta.

Erberek implora para que o grupo resgate o velho louco e sua carruagem. Eles aceitam a missão mas, após uma busca perigosa e combates mortais, conseguem resgatar apenas o velho ferreiro, abandonando a carruagem para os orcs.

Erberek e o restante da caravana são surpreendidos por outro ataque durante a ausência do grupo, portanto, quando eles retornam à estalagem, não existe mais nenhum sobrevivente para entregar o velho e insano anão. O grupo então leva Willheim consigo para Trabia.

Em Trabia, os aventureiros experimentam uma experiência estranha e individual. Após enfrentar alguns inimigos sombrios, cada um deles tem uma visão diferente ao tentar encontrar a flor de Arisha. Neste momento, Hastur tenta confundir Everdur sobre seu verdadeiro propósito na tentativa de guiar o clérigo para longe dos caminhos de Sephirus.

Depois deste episódio, Azalin consegue destruir os selos mágicos criados pela morte de sua mãe e recupera a flor, além de algumas cartas escritas, mas nunca enviadas, por Morrigan para ele.

Na primeira oportunidade que tem, Samira rouba a flor e o amuleto e foge sozinha, abandonando o grupo e rumando para Uzamar, a fim de usar a flor para matar Szass. Mas antes, ela vai até Dragórios, pois sente necessidade de se explicar para Arduin após enganar o sacerdote por quase vinte anos. Os demais integrantes do grupo seguem os rastros da elfa, mas acabam se perdendo no Vale dos Ventos, onde encontram o ex-líder bárbaro Humak, que os ajuda e se une ao grupo junto com seu amigo xamã Dao.

As pistas de Samira indicam que ela rumou para Dragórios e o grupo decide seguir pela estrada para acelerar a viagem. No caminho, encontram o Duque Arthur Ferropunho em uma fuga desesperada na direção ao Reino dos Anões. Sem entender o motivo da fuga, o grupo deixa o nobre seguir viagem. Sadur e Rosatel aceitam uma oferta do Duque para o escoltarem durante o restante da viagem e levam Willheim consigo.



A queda de Nessali

Ao se aproximar de Dragórios o grupo perde o rastro de Samira, mas a situação catastrófica da cidade muda a prioridade dos aventureiros. A grande quantidade de mortos vivos impede que eles entrem pelos portões, portanto Everdur os guia por uma passagem secreta abandonada nas galerias pluviais, onde existem evidencias de uma criatura misteriosa e poderosa que ataca os viajantes.

Após derrotarem alguns seres que habitavam as galerias, Azalin reconhece evidências da presença de seres extra-planares habitando naquele local, sem saber ainda que se tratam dos Devoradores de Mente comandados por Ulthar.

De volta à Dragórios, o grupo bola um plano com a ajuda de Lorde Arken e Tilandir para atacarem Nessali de surpresa em seu próprio quartel general. O arriscado plano dá certo e o grupo consegue derrotar a poderosa necromante, colocando um fim à praga mágica que se espalhava pela cidade e obtendo o reconhecimento do príncipe Eneriel após este ato de heroísmo.



Revelações no Dedo da Caveira

Apesar de festejarem a vitória sobre Nessali, o grupo sabe que a verdadeira líder dos Yuan-ti ainda está livre e Humak recebe o título de campeão do Rei. Tilandir descobre que ela está se escondendo no Dedo da Caveira e o grupo formado por Azalin, Aeron, Everdur e Humak decide acabar com essa ameaça de uma vez por todas. 

Lorde Arken pede para que Muuaji se una ao grupo para ajudá-los, ganhar sua confiança e ficar de olho neles. O velho Marquês sempre desconfia de novos aliados.

Durante a missão, Everdur tem uma revelação e descobre que seus poderes são concedidos por Sephirus, o Deus da Morte. Mesmo sem entender exatamente o motivo, o clérigo se converte completamente e aceita os caminhos da misteriosa divindade.

Aeron também tem uma revelação após o grupo enfrentar e derrotar Sarizi. Um lampejo mostra uma cena de seu pai lutando com uma espada flamejante contra uma criatura horrenda o faz lembrar do nome verdadeiro do Rei Amarelo, esta entidade misteriosa que o grupo constantemente encontra.

Aeron informa o grupo que o nome do Rei Amarelo é Hastur e ele é, na verdade, um poderoso Arqui-demônio. Além disso, ele revela que o anjo Tadriel é seu pai, portanto seu próprio passado está ligada àquela criatura.

Por último, o grupo descobre documentos com ordens vindas diretamente do alto comando do Império Uzamar, detalhando os planos para atacar de destruir a família real Dragoriana. Aqueles documentos são uma prova do envolvimento do Império vizinho nos acontecimentos recentes do reino.



O paradeiro do Willheim

Sadur e Rosatel guiam Lorde Arken e Willheim em segurança até Fortinária. Quando chegam lá, o Dunkar percebe que sua força tarefa falhou em recuperar o artefato mágico. Por isso, ele decide liderar uma nova expedição, com a ajuda de seu irmão Duvel, em busca do artefato. Sadur e Rosatel aceitam acompanhar o anão em troca de um bom pagamento em ouro e equipamentos.

O Império Akenadin fica sob o comando do Dunkir Kilian e a grande expedição parte imediatamente em direção ao vale dos ventos.



Retorno à Dragórios

Ao retornar à Dragórios, Humak descobre que Lorde Arstan, herdeiro do Duque Traidor, desafiou o príncipe para provar seu valor e decidir o futuro de sua família. Ignorando os conselhos de Lorde Arken, Eneriel aceita o desafio, obrigando o campeão do reino a lutar contra o nobre, que é conhecido como "O Escorpião de Ankar" dali à alguns dias.

Azalin recebe uma carta de seu antigo mentor, o mestre artífice Abenthy marcando um encontro na cidade de Cerúlia. Entretanto, Azalin nota que o selo de cera da carta estava violado quando foi entregue.

Aeron vasculha a biblioteca imperial de Dragórios e descobre sobre a existência do Draconomicon e do amuleto amaldiçoado do Rei Amarelo em um livro cuja autora se chama Morrigan Carcosa.

Everdur discute com Arduin após revelar sua nova crença enquanto Muuaji recebe uma nova missão de Lorde Arken para reunir o grupo novamente e vasculhar as galerias pluviais para eliminar o monstro que está atacando o local antes que a nobreza Algarde se reúna para a coroação de Eneriel.



O segredo das galeria pluviais

O grupo se une novamente para ajudar Muuaji, que já conhece as galerias pluviais, pois se lembra de sua última visita com o grupo de anões. O Marquês acredita que Willheim, o antigo líder da força tarefa anã, escondeu dele e do antigo Rei os verdadeiros motivos que os levaram a buscar o Draconomicon, portanto pede para que o tabaxi descubra o que puder sobre aquele livro durante a missão.

O grupo enfrenta um illithid que domina a mente de Humak, fazendo o meio-orc ter um vislumbre da insanidade daquela criatura. Após o combate, o grupo descobre uma sala de ritual com pinturas perturbadoras que causam alucinações e confusões mentais nos aventureiros. Entretanto, um vislumbre da história do Necronomicon é revelada naquelas pinturas e o grupo tem uma pista sobre a fonte da insanidade do velho Willheim.

Os aventureiros descobrem alguns selos mágicos espalhados pelas galerias, entretanto não conseguem encontrar todos eles e retornam para a superfície após o violento combate com o illithid.



O erro de Abenthy

Com algumas semanas de atraso, o mago mestre Abenthy fica sabendo dos ataques à Dragórios e do envolvimento dos Yuan-ti. Com receio de que Szass tenha descoberto o paradeiro do amuleto, o velho mago decide abandonar seu exílio e envia uma carta convocando Azalin para um encontro em Cerúlia, com o objetivo de contar a verdade sobre sua mãe. Entretanto, um espião Yuan-ti infiltrado na corte reconhece o selo do artífice e intercepta a carta antes de ela ser entregue à Azalin.

Szass acredita que Abenthy sabe onde está o Necronomicon, portanto ordena ao espião interrogar e depois assassinar o mago, mas Abenthy apenas revela que Agatha entregou o Necronomicon para um sacerdote anão chamado Erador antes de ser assassinado pelo Yuan-ti.



O triunfo de Humak

Ao retornar das galerias, Azalin contrata Muuaji para vasculhar melhor as galerias pluviais e encontrar o selo mágico restante. O tabaxi leva dois aprendizes arcanos que acabam detonando uma armadilha mágica, matando os estudantes e causando um desabamento nos túneis.

Humak finalmente enfrenta o jovem Arstan e durante a grande luta, Everdur e Aeron notam um comportamento estranho do príncipe Eneriel e desconfiam que ele estava torcendo para a derrota de Humak. Muuaji retorna e ouve uma conversa suspeita de Tilandir, mas o astuto halfling desaparece assim que percebe o tabaxi por perto.

Após um combate violento e intenso, Humak vence e cai nas graças dos Dragorianos como um verdadeiro campeão real. O grupo se reúne e as informações sobre o comportamento de Eneriel e Tilandir levantam suspeitas, portanto eles decidem investigar melhor o halfling e encarregam Muuaji desta missão.



Viagem para Cerúlia

Azalin informa ao grupo sobre sua viagem para Cerúlia e os aventureiros o acompanham. Ao chegar na antiga propriedade dos Arliden, o grupo encontra Abenthy assassinado, mas Everdur realiza um ritual necromântico e permite que Azalin converse brevemente com seu falecido mestre. O grupo descobre que a mãe de Azalin entregou o livro profano Draconomicon para um sábio sacerdote anão chamado Erador, que vive nos arredores da Cidade do Farol. O grupo então decide ir até aquela cidade para conversar com Erador e descobrir a história completa sobre os inimigos.



A  Coroação de Eneriel

A corte se reúne e o príncipe Eneriel Estelien Segundo é coroado em Dragórios. Seu primeiro ato como Rei é declarar guerra novamente ao Império Uzamar, usando como justificativa os documentos encontrados pelos aventureiros no Dedo da Caveira. Arstan Ferropunho é o primeiro dos Duques a apoiar incondicionalmente o novo Rei em sua decisão e sua atitude é decisiva para derrubar qualquer dúvida quanto à autoridade de Eneriel.

Azalin, Aeron, Everdur, Humak e Muuaji recebem lugares de honra na mesa do rei e passam a ser alvo da curiosidade da nobreza Algarde. Muitos nobres ficam ressentidos com a ascensão relâmpago do grupo nas graças de Eneriel.

O grupo informa Lorde Arken que tem uma missão para realizar na cidade do farol e o nobre convence o Rei a deixá-los partir, com a promessa que atenderão à convocação do Rei quando for a hora da invasão contra Uzamar.



Encontro com Erador

A viagem para o sul transcorre sem maiores percalços, e o grupo descobre que Erador vive em isolamento, em um templo abandonado no meio de um enorme e perigoso pântano. Após alguns contratempos, o grupo finalmente alcança o sacerdote, que se mostra receptivo ao reconhecer a máscara de Everdur e conta toda a história de Ágatha, Tadriel e dos Discípulos do Rei Amarelo. 

O grupo entende que precisa recuperar o amuleto de Azalin e o Draconomicon, que está trancado dentro da carruagem de mithral no vale dos ventos.

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